Álcool X Hipertensão 1

Álcool X Hipertensão

O fator Álcool x Hipertensão é um sério problema da saúde pública da atualidade. As doenças crônicas não transmissíveis são, em todo o mundo, as principais causas de mortalidade, sendo a mais frequente delas a hipertensão arterial: doença multifatorial caracterizada pela manutenção de elevados níveis de pressão sanguínea. Esta doença é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares e complicações cardiovasculares, como o acidente vascular cerebral. Nesse sentido, a alta prevalência da hipertensão arterial está relacionada a fatores de risco não modificáveis (como idade, gênero e etnia) e modificáveis, como o excesso de ingestão de álcool.

Ingestão de álcool e aumento na pressão arterial (Álcool x Hipertensão)

Estudos de base populacional estimam que o consumo excessivo de álcool seja responsável por cerca de 10 a 30% dos casos de hipertensão arterial. Além disso, uma pesquisa afirma que beber mais que cinco copos de bebida alcóolica de uma única vez está associado a aumentos transitórios na pressão arterial, que vai de 4 para 7 mmHg para a pressão sanguínea sistólica e de 4 para 6 mmHg para a diastólica. O mecanismo exato provocado pelo álcool, que leva ao aumento da pressão arterial, ainda não é totalmente conhecido (SOUZA, 2014).

Ao comparar indivíduos que não bebem álcool com abusadores de álcool (12 ou mais doses em uma ocasião), há um incremento do risco relativo de 1.88 para 3.71 de mortes por origem cardiovascular. Estudos afirmam que há elevação da pressão arterial quando os níveis de consumo de álcool são superiores a 20g/dia para mulheres e 30g/dia para homens (PIANO, 2017)

O tipo de bebida alcoólica importa?

Há uma diferença nas consequências do consumo de álcool em relação ao tipo de álcool ingerido. Em um estudo realizado com estudantes universitários, os indivíduos que mostraram preferência para cervejas e licores apresentaram um aumento do risco de hipertensão em comparação aos que preferem vinhos. Entretanto, foi observado em um estudo clínico o efeito de bebidas com diferentes teores de álcool, como vinho tinto, cerveja e destilados, e foi confirmado que há elevação da pressão arterial quando o consumo diário estava entre 39 e 41 g de álcool, sem relação com o tipo de bebida (SOUZA, 2014).

Ademais, a redução da ingestão de etanol a partir de um determinado nível nos hipertensos é responsável pela redução da pressão, de forma geral. Dessa forma, é recomendada uma mudança no estilo de vida para indivíduos hipertensos que fazem um consumo muito grande de álcool, visando a prevenção e o tratamento da hipertensão.

Prevenção de riscos

Uma pesquisa apurou que os homens que trabalham e possuem uma rotina árdua consomem mais bebida alcoólica do que as mulheres, pois utilizam desse meio para reduzir o estresse. Consequentemente, o público masculino possui as maiores desordens relacionadas ao consumo de álcool, sendo a principal delas a hipertensão. Esse fator se junta ao estresse, agravando as chances do desenvolvimento das doenças crônicas (CARDOSO et al, 2020).

Em ensaios clínicos, a redução da ingestão de álcool, em qualquer nível, reduz a tensão arterial de forma consistente. Em conclusão, diminuir o consumo de álcool é fundamental para a prevenção e tratamento da hipertensão arterial, sendo uma opção a ingestão das bebidas sem álcool, que podem ajudar a evitar danos à saúde que seriam causados pelo abuso da substância (SOUZA, 2014)

Nossos produtos

Nós, do Empório Sem Álcool, buscamos promover uma melhor qualidade de vida para portadores de comorbidades e pessoas que buscam uma vida mais saudável, porque, tendo acesso às bebidas sem álcool, esses grupos podem se inserir mais livremente em espaços como bares e festas comemorativas, sem preocupações ou exclusões. Sabemos como o abuso de álcool pode causar ou agravar várias doenças, como a hipertensão (álcool x hipertensão). Por isso, comercializamos vinhos, cervejas, espumantes e outras bebidas sem álcool, pela legislação. Estamos abertos para conversar e tirar dúvidas!

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Referências

1. CARDOSO, F. N. et al. Fatores de Risco Cardiovascular modificáveis em pacientes com Hipertensão Arterial Sistêmica. Rev Min Enferm. 2020. Disponível em:

2. PIANO, M. R. Alcohol’s Effects on the Cardiovascular System. Alcohol Res. 2017. Disponível em:

3. SOUZA, D. do S. M. Álcool e hipertensão: Aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e clínicos. Rev Bras Hipertens. 2014. Disponível em:

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