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Diabético Pode Tomar Cerveja: Saiba Os Riscos E Alternativas

Saiba os riscos para sua saúde.

As dúvidas sobre os alimentos que podem ou não ser consumido faz parte da rotina de pessoas com diabetes.

Por conta da dificuldade na produção de insulina, hormônio que regula a glicose no organismo, a atenção precisa ser redobrada no que quis respeito a pratos como bebidas, doces e carboidratos, por exemplo.

E uma dúvida comum entre pessoas que estão nesse grupo gira em torno do consumo de bebidas alcoólicas: afinal diabético pode tomar cerveja?

Por mais inocente que possa parecer, apenas algumas doses de álcool durante eventos sociais já ocasionar sérias consequências para a saúde, especialmente para pessoas que convivem com a diabetes.

Neste artigo vamos explicar como é a relação entre álcool e glicose e suas consequências, os riscos do consumo de cerveja tradicional entre diabéticos e pré-diabéticos e quais são as alternativas mais saudáveis para quem quer continuar bebendo socialmente.

Afinal, quem tem diabete pode tomar cerveja?

Muito popular não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, a cerveja é produzida a partir da fermentação de cereais e passa por diversas etapas durante a fabricação.

O teor alcoólico pode variar bastante de acordo com o estilo. Em geral, as mais consumidas entre os brasileiros possuem graduação em torno de 5% de álcool, mas algumas cervejas podem ultrapassar essa medida.  

Um dos principais efeitos do consumo do álcool para o organismo é o impacto nos níveis de glicose no sangue (seja para cima ou para baixo), o que é um problema principalmente para quem é diabético e sofre com a dificuldade em transformar o açúcar em energia para manutenção do organismo. 

Pacientes diabéticos que utilizam medicação para elevar os níveis de insulina ou fazem aplicação de insulina devem ter atenção redobrada em relação ao consumo de bebida alcóolica.

Como o fígado fica ocupado desativando o álcool ingerido, pode ter dificuldade em regular corretamente a quantidade de açúcar no sangue, aumentando as chances de hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue).

Além disso, o fígado, que tem entre suas funções o controle dos níveis de açúcar na corrente sanguínea, é um dos mais afetados pelo excesso de álcool, mas outros também podem ser prejudicados como coração, artérias, olhos e rins.

Casos mais extremos de hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue) podem levar a desmaios ou convulsões.

Para evitar as complicações geradas pelo diabetes, é importante manter os níveis de glicose dentro dos patrões estabelecidos após avaliação de um profissional de saúde.

Por essas razões especialistas recomendam que o diabético evite fazer ingestão de cerveja e qualquer bebida alcoólica, já que como vimos o álcool pode desequilibrar os níveis ideais de açúcar no sangue, alterando os efeitos da insulina.

Toda cerveja tem açúcar?

Quando se fala em açúcar, logo vem à mente a ideia de sabor adocicado, mas nem sempre isso é verdade. Especialmente quando o assunto é cerveja. Por mais estranho que possa parecer, o açúcar tem papel importante na fabricação da bebida, principalmente quando o assunto é graduação alcoólica.

Já foi dito anteriormente que os cereais são a base para a fabricação de qualquer cerveja. Um dos ingredientes mais comuns para o processo é o malte, que na maioria das vezes é feito a partir da cevada, mas que também pode conter outros derivados, como trigo, milho ou arroz.

Durante a etapa de maltagem, os grãos são germinados, secos e torrados e o amido transformado em açúcar fermentável. O componente é fundamental para a fabricação da cerveja, uma vez que as leveduras se alimentam do açúcar presente no mosto e dá início ao processo de fermentação.

É nesta etapa que o açúcar é convertido em álcool. Assim, a quantidade de açúcar no processo de fermentação está diretamente ligada à graduação alcoólica da bebida.

Quer saber onde está o açúcar da cerveja?

De acordo com a Escola Superior Cerveja e Malte (ESCM), a forma mais comum de utilização do açúcar na fabricação de cerveja é como fonte de alimento para a levedura durante o processo de fermentação, mas o ingrediente também pode ser usado como adjunto da bebida, como em alguns estilos belgas.  

Algumas possibilidades apontadas pela ESCM são a lactose (usada em “milk/sweet/cream stouts” e algumas NE IPA’s ou derivada) e o mel. Um dado curioso sobre o assunto é que, como a legislação brasileira ainda não permite a inclusão de ingredientes de origem animal na fabricação de cerveja, a bebida com esses dois componentes não é oficialmente considerada cerveja, mas uma bebida mista à base de cerveja.

O xarope de alta maltose é outro adjunto barato e utilizado em cervejas mais leves. Neste caso, a substituição ou adição aos grãos deixa a bebida mais seca e com sabor mais suave.

Outras opções são a maltodextrina, facilmente encontrada em lojas de suplementos ou de produtos naturais; o melaço, que é obtido quando o processo de refino do açúcar comum é interrompido no meio; xarope de bordo (maple) e açúcares caramelizados (candy sugar).

Diabético pode tomar cerveja zero?

Por conta de todos os malefícios causados pela combinação de álcool e glicose, é recomendado que as pessoas diabéticas evitem o consumo de bebidas alcoólicas tradicionais.

Porém, quem prefere manter o hábito, especialmente em eventos sociais, pode optar pelas versões de cerveja sem álcool, que vem ganhando espaço entre os consumidores brasileiros.

A grande diferença entre os processos de fabricação da cerveja com e sem álcool está justamente na etapa de fermentação, que já vimos ser responsável pelo teor alcoólico. 

Durante a produção da cerveja sem álcool, a fase de fermentação é interrompida logo no início, impedindo o surgimento do álcool e, de quebra, reduzindo o valor calórico.  

Neste ponto, é importante ficar de olho no rótulo para se certificar de que está consumindo a versão adequada.

Isso porque são consideradas cervejas sem álcool apenas as bebidas com índice abaixo de 0,5% – qualquer teor que seja superior a esse percentual já não pode ser classificado como não alcóolico. Algumas versões são produzidas com zero álcool.

E ao contrário do que muita gente possa imaginar, o mercado disponibiliza atualmente diversas marcas da bebida nesta versão, tanto nas opções claras quanto escuras.

O Empório Sem Álcool oferece uma variedade de rótulos sem álcool (nacionais e importados) não somente de cerveja, mas também versões de vinhos e espumantes sem álcool, que mantêm as mesmas qualidades das bebidas convencionais.

Dessa forma, o diabético pode tomar cerveja, desde que com moderação e equilíbrio, optando por versões com baixa porcentagem de álcool e sempre seguindo as orientações médicas para manter a taxa de glicose dentro do recomentado.

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