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Doenças Causadas Pelo Álcool: Saiba Como Evitar Esse Mal Silencioso

Beba com moderação. Você certamente já ouviu essa recomendação em algum lugar, certo? Não é novidade que o consumo prolongado e excessivo de álcool pode afetar vários órgãos do corpo provocando doenças como gastrite e pancreatite, cirrose hepática, infertilidade, câncer, entre outras enfermidades.

São perigos silenciosos à saúde, especialmente desenvolvidos a longo prazo. A boa notícia é que, aparentemente uma parcela da população vem se conscientizando sobre os riscos por trás do álcool, e o consumo já apresenta queda no país.

Ao menos é o que aponta o levantamento divulgado em 2019 pelo CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool). O panorama geral sobre o consumo de bebidas alcoólicas no Brasil entre 2010 e 2017 mostra que consumo per capita de álcool entre 2010 e 2016 caiu 11% por aqui.

Mas de onde será que surge essa redução?

Fatores como a Lei nº 13.106/2015, que criminaliza a oferta de álcool para menores de 18 anos e a conhecida Lei Seca são alguns dos responsabilizados pelos números.

Porém, as consequências para a saúde também devem ser um grande alerta para grande parte da população, em especial grupos como adolescentes e, principalmente, os idosos.

Você sabia que o álcool aumenta o risco de câncer?

Uma das doenças mais temidas e que pode atacar diversas partes do organismo, o câncer também é considerado uma doença causada pelo álcool como consequência de consumo crônico, mas também moderado.

Segundo a pesquisadora Jennie Connor, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, o surgimento de tumores em pelo menos sete regiões do corpo está associado com a ingestão de álcool.

Os órgãos afetados são:

Mama;
Reto;
Fígado;
Cólon;
Orofaringe;
Laringe;
Esôfago.

Nem todas as causas diretas são conhecidas, mas a substância acetaldeído, um produto do metabolismo do álcool pode ter esse efeito cancerígeno. Vale destacar aqui que há inúmeras fontes que alertam para o risco de vários tipos de câncer associados ao consumo de álcool.

O fígado pede socorro: Cirrose Hepática

Sendo o fígado o grande responsável por metabolizar o álcool consumido, é também um dos maiores afetados por doenças. Uma das mais conhecidas e comuns nesse contexto é a Cirrose Hepática.

Trata-se de uma doença causada pelo álcool sem cura, e que compromete as funções do fígado a partir do surgimento de nódulos.

A cirrose é basicamente o último nível das complicações no fígado, de forma que, quando as células do órgão são destruídas o quadro pode se agravar levando à morte. Porém, em um nível inicial, antes da cirrose hepática grande parte dos consumidores de bebidas alcoólicas em excesso pode desenvolver doença hepática gordurosa (acúmulo de gordura no fígado), quadro ainda reversível.

É importante destacar que a cirrose hepática é ocasionada por anos de uso contínuo de álcool, e em média 40% dos casos de inflamações menores no fígado evoluem para um quadro mais grave.

O tratamento para a cirrose hepática é o abandono imediato do consumo de bebidas alcoólicas e uso de medicações prescritas para controlar as funções do fígado.

Alerta no estômago: Complicações gastrointestinais

Lesões no aparelho digestivo, inflamações no esôfago e estômago também são consideradas problema causados pelo álcool. O consumo excessivo mesmo que em pequenas quantidades pode ocasionar doenças como gastrite, elevação na quantidade de ácido no estômago. Alguns dos sintomas podem ser vômitos, diarreia além de dor e inchaço no abdômen.

Dor abdominal intensa também é um dos sintomas da chamada pancreatite, uma inflamação no pâncreas considerada mais um problema gravíssimo causado pelo álcool. Ao evoluir para a forma crônica, a doença leva ao mau funcionamento do pâncreas de forma irreversível, o que pode causar outros problemas, com risco de morte. 

Até mesmo as bebidas com teor alcoólico reduzido (cerveja e vinho, por exemplo) também colaboram para aumentar os níveis de ácido do estômago assim como as bebidas com maior teor. Além da gastrite, o álcool também pode interferir na digestão e no tempo de esvaziamento estomacal, contribuindo para o surgimento de úlceras, refluxo e azia.

Riscos cardiovasculares: Infarto e trombose

Doenças cardiovasculares como infarto e trombose também são associadas ao consumo de álcool em excesso. O elo surge a partir da liberação de hormônios relacionados ao estresse causados pela ingestão crônica de bebidas alcóolicas. Essa liberação pode causar contração dos vasos sanguíneos e, consequentemente, na pressão arterial, podendo causar hipertensão.

Além disso, o aumento perigoso no nível de triglicerídeos, plaquetas e principalmente do colesterol “ruim” (chamado de LDL) também são problemas causados pelo álcool no organismo. Podem evoluir para miocardiopatia, infartos agudos, quadro de arritmia, insuficiência cardíaca e até mesmo no desenvolvimento de um acidente vascular cerebral (AVC).

Isso pode ocorrer pelo prejuízo causado nas artérias do cérebro. Em geral, nesses casos os médicos prescrevem medicamentos para controle das taxas altas e das funções do coração. Além de indicações para abandono do consumo de álcool e adoção de uma dieta mais saudável.

Álcool e problemas imunológicos

A ingestão frequente de álcool também pode levar a um enfraquecimento considerável no sistema imunológico levando a um aumento de diversos problemas de saúde. Podemos citar aqui infecções, pneumonia, tuberculose, dentre outras doenças associadas ao prejuízo imunológico causado pelo álcool.

Isso pode ocorrer a partir de uma interferência nas células brancas presentes no sangue e que são responsáveis pelo combate às doenças. A situação se agrava em grupos de risco, como gestantes, lactantes e idosos, especialmente quando estes apresentam quadro anterior de doenças.

Bebidas alcoólicas prejudicam mais a saúde dos idosos

A terceira idade é uma das fases mais delicadas da vida e é quando começam a surgir e se agravar várias doenças, o que piora quando há o consumo de bebidas alcoólicas.

O organismo do idoso já não processa bem algumas substâncias como o álcool, o que provoca efeitos muito mais graves e rápidos na saúde quando comparamos aos de uma pessoa mais jovem. Ao envelhecer o corpo passa a ter níveis menores de gordura e água no corpo, menor fluxo sanguíneo e diminuição também nas funções do fígado e de alguns outros órgãos.

A partir de todas essas mudanças e restrições o corpo do idoso que faz ingestão de álcool fica totalmente suscetível a várias das doenças citadas aqui. Não é nada incomum os casos relatados de pessoas idosas apresentando problemas hepáticos, cardíacos, intestinais e até danos cerebrais causados pelo consumo de álcool de uma vida toda.

Com o aumento no número de doenças, causadas pelo álcool ou não, há também o aumento nas medicações. Se tomadas junto de bebidas alcoólicas podem causar efeitos colaterais graves e até anular a ação do medicamento. Ou seja, o álcool é um dos maiores vilões para os idosos justamente pela vulnerabilidade do organismo nessa fase, podendo levar também a problemas cognitivos e até demência, mesmo sem histórico na família.

Em resumo, um idoso tem o potencial de sofrer danos ainda mais severos a partir do consumo excessivo de bebidas alcóolicas. Seja no uso ocasional e frequente, no consumo que surgiu desde a adolescência ou com a iniciação recente, as indicações médicas são categóricas quanto à restrição de consumo de álcool na terceira idade.

Como vimos nesse panorama geral, os problemas causados pelo álcool são inúmeros na nossa saúde e o que nos resta é buscar alternativas.

Não à toa que o consumo de bebidas sem álcool tem crescido consideravelmente no mundo (e no Brasil). Confira as opções de cervejas e vinhos sem álcool no catálogo do Empório sem Álcool. Sua saúde e seu paladar agradecem!

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