alimentos para mamães e bebês 1

Quais os melhores alimentos para mamães e bebês?

Quais os melhores alimentos para mamães e bebês?

A partir do momento em que uma mulher engravida, cria uma nova vida que estará ligada a ela, fisicamente, por pelo menos uns dois anos. Isso porque, durante a gestação já começa a alimentação que não é apenas para ela, mas para o bebê. E não estamos falando aqui do tal “comer por dois” que muitas pessoas acham que é comer mais do que deveria, mas se alimentar bem, ingerindo alimentos saudáveis que irão nutrir seus bebês, primeiro por conta do cordão umbilical e depois durante a amamentação.

Desde esse momento em que ainda se está gestando, é bom que a mulher perceba as variações de seu corpo, que vão além de engordar, e ter ânsias nos primeiros meses. Isso passa pela percepção de ter vontade de comer algum alimento, mesmo nunca tendo vontade dele (os tais desejos), que não são por picles com mel. Às vezes mães que nunca suportaram peixe sentem a necessidade de ingerir quantidades enormes de pescados. Desejo? Não! É seu organismo sentindo falta de algo.

Nessas horas em que desejos estranhos começam, já é bom para perceber quais nutrientes estão fazendo falta ao seu organismo, e quais alimentos causam desconfortos, como azia, gases, má digestão, dores de cabeça etc., porque isso vai se estender durante o período de amamentação. Mas antes de continuar e falar o que é bom para mamães e bebês, vamos deixar claro que o que você está ingerindo passa para o organismo da criança. E nessa hora temos que dizer: NADA DE FUMAR E NADA DE BEBIDAS ALCOÓLICAS! Mas você pode ver algumas dicas bacanas acessando esse link do Empório sem Álcool.

Agora que colocamos às claras isso, toda mãe, seja de primeira viagem ou não, deve ouvir conselhos de nutricionistas, dos médicos que estão fazendo o pré-natal e dos profissionais da saúde que estão cuidando dela e de seu filho, durante a gravidez e amamentação. E durante esse período de amamentação, é bom dizer que, sim (!), você passa muitas coisas para o seu bebê pelo leite materno.  Imunidades, nutrientes etc.  E a alimentação da mãe durante a amamentação deve ser equilibrada e variada, seguindo a pirâmide alimentar. É muito importante a ingestão de frutas, cereais integrais, legumes e verduras, evitando a todo o custo o consumo de alimentos industrializados e com alto teor de gordura, que não têm valor nutricional seja para a mãe ou para o bebê.

Durante a fase de aleitamento, a mulher precisa de muita energia, vitaminas e proteínas que são obtidas por meio de uma alimentação balanceada que inclua todos os grupos de alimentos. Muitos nutricionistas e obstetras recomendam a ingestão de produtos lácteos, mas isso pode não ser tão saudável, especialmente se mamães e bebês são intolerantes a lactose. Nessas horas é bom ter substitutos usando alimentos sem lactose ou obtendo o cálcio (extremamente necessário nessa fase de aleitamento) de outras fontes de alimentos.

O que comer durante o período de amamentação?

Durante os meses em que a mamão terá contato direto com se bebê por meio do aleitamento, como já foi dito, requer energia e alimentação saudável, porque isso, como diriam os mais antigos, “passa para o leite” e assim o bebê continua se alimentando do que as mães estão consumindo.

Uma dieta regular inclui:

Cinco porções de frutas e vegetais todos os dias, dando preferência a alimentos fibrosos, que ajudam nas funções digestivas de mães e filhos;

Consumir proteínas, preferencialmente de aves como frango ou peru bem cozidos, com temperos naturais (sal, cebola, salsa) e ovos cozidos;

Incluir na dieta a proteína de peixe, ao menos umas três vezes por semana, e dando preferência aos pescados frescos, com muito ômega 3 e baixa quantidade de mercúrio, como sardinha, atum, truta e salmão;

Carboidratos simples, preferencialmente os integrais como arroz, macarrão, cereais, torradas e pão para aumentar o consumo de fibras, além de também ser indicado o consumo de grãos;

No caso dos lácteos, muito necessários como fonte de cálcio, é bom verificar bem se o bebê tem sinais e sintomas indicativos de intolerância à lactose. Neste caso a mãe deve evitar o consumo desses produtos ou dar preferência aos alimentos sem lactose, devendo obter o cálcio através de outras fontes alimentares;

Finalmente, incluir gorduras boas no dia a dia, como o abacate, azeite de oliva, frutos secos e sementes, como as de linhaça, chia e abóbora, ajudam a combater o colesterol ruim, aumentar o colesterol bom, e ainda traz nutrientes que ajudam a construir um organismo mais forte para seu bebê, como ferro, zinco vitaminas, ácido fólico etc.

E não esqueça de que é fundamental para a mãe a ingestão de líquidos para ajudar na produção do leite, sendo recomendado o consumo de cerca de 3 litros de água por dia. Esta quantidade engloba a água presente nas frutas, sopas e sucos (naturais é claro), sendo ainda necessário beber cerca de 2 litros de líquidos, como água ou infusões de ervas sem açúcar etc.

Como evitar as cólicas do bebê durante a amamentação

Depois que o bebê nasce, começa a outra parte das preocupações. Será que meu leite está alimentando meu filho? Ele está com dor de barriga (cólica), o que eu dou a ele para que se sinta melhor?

É uma preocupação, já que não se quer ver o filho com dores. E, é preciso ver se você precisa fazer ajustes na sua alimentação pois está, com certeza, passando ao bebê o alimento que você ingere, por meio do leite materno. Mas, isso varia de um bebê para outro, devendo a mulher ficar atenta no caso de o bebê apresentar cólicas após a ingestão de um alimento, devendo este ser removido da dieta.

Alguns alimentos que estão relacionados com a cólica no bebê são o chocolate e os alimentos que provocam gases, como feijão, ervilhas, nabo, brócolis, couve-flor, repolho e pepino, por exemplo, e como o já dito anteriormente, o leite de vaca também pode provocar cólicas no bebê, podendo ser necessário que a mãe tome leite sem lactose ou, até mesmo substituir por leites vegetais, como o leite de coco, o de amêndoas ou de arroz. No entanto, caso essa não seja a causa da cólica do bebê, a mãe deve ingerir a recomendação diária de produtos lácteos.

Tome cuidado com os “chás”. Alguns deles podem provocar cólicas no bebê por seus princípios ativos, como os chás de ginseng e carqueja, só para falar dos mais comuns. Ah! Tomar café e chás com cafeína não é proibido, mas deve ser evitado. Uma xícara de café (desde que não seja na hora de amamentar) não vai causar problemas, mas sem exageros. E bebidas sem álcool, desde que sejam 0,0 % também não vão afetar. As cervejas zero (zero mesmo!!) até ajudam a produzir um leite mais nutritivo, como mostrado em estudo desenvolvido pela Universidade de Valencia e o Hospital Doctor Peset, que diz ter antioxidantes nestas bebidas.

É bom também colocar eu alguns desconfortos, que podem ser confundidos com cólicas, podem vir de posicionamentos durante a amamentação. Você pode conferir algumas dicas na matéria do blog do Empório sem Álcool sobre o tema, acessando aqui.

Evite esses alimentos se estiver amamentando

Não existe uma especificidade de alimentos que devam ser evitados de forma isolada no pós-parto, porém há alguns alimentos que podem provocar cólicas no bebê, ou outros problemas, pois tudo é passado pelo leite materno.

Cafeína em excesso pode provocar agitação e problemas no sono, portanto evite chocolates, chás mate e preto, café e refrigerantes;

O consumo de bebidas alcoólicas deve ser evitado pois pode provocar alterações na produção de leite materno e no sono do bebê, porém, se a mulher quiser pode beber uma bebida desalcoolizada, esperando pelo menos 3 horas para voltar a amamentar;

Cuidado com os temperos, mesmo os naturais como alho e cebola. A intensidade desses alimentos causa alteração de sabor e aroma do leite e podem levar à rejeição do bebê;

Alimentos processados só têm calorias vazias: engordam e não alimentam de verdade;

Alimentos crus (sushis, sashimis) além de leite não pasteurizado são fontes de intoxicação alimentar, o que pode causar infecção gastrointestinal; devendo ser evitados na gravidez e no pós-parto.

Alimentos que causam alergia ou intolerâncias. Já foi falado da lactose, mas trigo, soja amendoins e outras castanhas devem ser consumidos com muito cuidado, verificando qualquer sinal de alerta.

Cuidado com os adoçantes à base de aspartame, por conta da fenilalanina que gera no organismo. Evite principalmente nos casos em que o bebê tem uma doença chamada fenilcetonúria, detectada logo após o nascimento através do teste do pezinho.

Esperamos ter ajudado com este artigo para que seu período de gravidez e amamentação sejam de saúde e bem-estar para você e seu bebê!

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